quinta-feira, 3 de abril de 2025

Presidente da Câmara dos Deputados confirma que o PL 4015/2023 será votado na próxima semana


Na próxima terça-feira, 8 de abril, o plenário da Câmara dos Deputados votará, em caráter simbólico, o Projeto de Lei 4015/2023, que reconhece a atividade dos oficiais de Justiça como de risco. A votação foi confirmada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, e pelo deputado federal Coronel Meira (PL/PE), presidente da Frente Parlamentar dos Oficiais de Justiça. Após a aprovação na Câmara, o projeto seguirá para sanção presidencial.

A sessão deverá ter início às 13h55 e promete contar com a presença muitos oficiais de Justiça, que se mobilizaram para pressionar pela votação e aprovação do projeto. O reconhecimento da atividade de risco é uma luta histórica da categoria, que enfrenta diariamente situações de perigo no cumprimento de ordens judiciais.

O papel essencial dos Oficiais de Justiça

Embora alguns discursos minimizem a função dos oficiais de Justiça como meros entregadores de mandados, a realidade é bem diferente. Além de citações e intimações, esses profissionais são responsáveis por execuções de despejos, reintegrações de posse, prisões, penhoras, buscas e apreensões, afastamentos de maridos agressores do lar e diversas outras medidas que garantem o cumprimento da lei.

Os oficiais de Justiça são a "ponta de lança" do Poder Judiciário, sendo o elo entre a justiça e o cidadão. Sem esses profissionais, a execução de determinações judiciais se tornaria inviável, comprometendo o acesso à justiça e a segurança jurídica.

A mobilização foi decisiva

A inclusão do PL 4015/2023 na pauta de votação foi fruto de intensa articulação das entidades representativas da categoria, que vêm atuando ativamente em Brasília. A presença constante nas discussões com parlamentares e a pressão direta sobre os líderes partidários foram fundamentais para garantir esse avanço.

Com a votação simbólica confirmada, a expectativa é de que o projeto seja aprovado sem resistência e encaminhado rapidamente para sanção presidencial. A aprovação do PL 4015/2023 representa não apenas um reconhecimento formal da periculosidade da função, mas também um passo essencial para garantir mais segurança e valorização aos oficiais de Justiça.

A categoria segue mobilizada e atenta para assegurar que esse importante avanço seja concretizado o quanto antes.

InfoJus Brasil: o portal dos oficiais de Justiça do Brasil.

quarta-feira, 2 de abril de 2025

Oficial de Justiça tem arma apontada para cabeça durante trabalho em Cariacica/ES



De novo: mais um caso de insegurança, violência e ameaça com oficiala de justiça no Espírito Santo

Não se engane. Não é brincadeira de mau gosto ou pegadinha do dia 1º de abril. Você não entendeu errado. E não está lendo a mesma matéria novamente. Mas, sim. Aconteceu mais uma vez. Uma oficiala foi ameaçada com arma de fogo enquanto trabalhava na entrega de um mandado de justiça.

Nesta terça-feira (1/4) , o SINDIOFICIAIS-ES tomou ciência de mais um caso de violência envolvendo uma oficiala de justiça durante uma diligência. Dessa vez ocorreu na Comarca de Cariacica. A oficiala Micheli Moreira Conti Balthar foi ameaçada e expulsa com uma arma de fogo apontada para a própria cabeça e recebeu ordens para se retirar rápido do local, enquanto exercia suas atribuições cumprindo um mandado judicial.

O SINDIOFICIAIS-ES alerta que o Dia Nacional do Oficial de Justiça foi celebrado na semana passada, mas ainda há muito a ser melhorado para a categoria, cobrado, exigido e, principalmente a evoluir e fortalecer na luta em defesa da valorização da carreira. Apesar de casos e relatos tão recentes de insegurança, riscos, agressões, ameaças e violência registrados contra oficiais ao longo do mês de março, no Espírito Santo e em outros estados, mais uma vez o SINDIOFICIAIS-ES precisa lamentar, divulgar e exigir providências sobre uma nova ocorrência dessa natureza contra uma servidora filiada que foi ameaçada enquanto trabalhava.

Foto: Divulgação/Reprodução

De acordo com o relato da oficiala, infelizmente, essa não foi a primeira e nem será a última vez em que ela e vários outros oficiais de justiça provavelmente passarão por situações de violência e se colocam em risco para realizar o próprio trabalho e servir ao Poder Judiciário.

“Lamentavelmente, eu já sofri agressões e ameaças outras vezes […]”

“Em Cariacica já houve várias situações dessa natureza. Por exemplo, um colega já foi sequestrado em um bairro e liberado em outro. Tivemos o caso de uma colega que teve dois veículos dela roubados, com arma de fogo, enquanto ela trabalhava. Outra colega que também já sofreu assalto com arma de fogo na área. Lamentavelmente, eu já sofri agressões e ameaças outras vezes, inclusive com uma ‘marmitada’ e luta corporal, causadas por uma mulher que estava com a marmita na mão e ao me identificar e pedir informação sobre o homem que deveria ser notificado, ela me atacou jogando a marmita toda em cima de mim (ainda dentro do carro) e ao sair do veículo ela jogou uma pedra no meu carro, voou para cima de mim e caímos no chão em luta corporal. Ainda bem que eu sei lutar Jiu-jitsu e um pouco de Muay Thai e consegui sair daquela situação, mesmo toda suja de comida da marmita. Na época, fui à Delegacia de Polícia no bairro, fiz Boletim de Ocorrência (B.O), mas não deu em nada. Infelizmente, na maioria das vezes não dá em nada”, contou Micheli.

A oficiala conta que essa ocorrência foi até relatada no livro “Vida de Oficial – Era só uma intimação”, do jornalista e colega oficial de justiça do Tribunal de Justiça de Justiça do Maranhão (TJMA), Nonato Reis. O livro que traz o relato da oficiala Micheli e tantos outros foi publicado nacionalmente na última terça-feira (25/3), no Auditório Desembargadora Madalena Serejo, no Fórum de São Luís, no evento em comemoração ao Dia do Oficial de Justiça traz histórias inusitadas e perigosas que são vivenciadas por oficiais no cumprimento de mandados. O lançamento do livro com esses relatos de insegurança, curiosidades e perigos da profissão teve apoio do TJMA, da Corregedoria Geral da Justiça (CGJMA) e da Escola Superior da Magistratura do Maranhão (Esmam).

O jornalista e oficial de justiça Nonato Reis autografando o livro “Vida de Oficial – Era só uma intimação” para o juiz do TJMA, Marcelo Oka. Foto: Josy Lord

Mesmo sabendo que ao ter coragem de se expor e divulgar os próprios relatos de insegurança, riscos e violência que já sofreu e com os quais convive diariamente a oficiala Micheli reitera a importância de relatar, registrar boletins, divulgar. Para ela, falar sobre esses casos além de ser necessário também serve para encorajar outros oficiais e colegas servidores a falar do assunto e buscar respostas e providências para que se possa ter segurança e reconhecimento sobre o papel do oficialato no Judiciário. E, também, para que seja possível aprimorar a entrega do trabalho dos oficiais com eficiência e segurança.

“Está crescente essa onda de violência. E repito, infelizmente, a gente vem passando por isso sozinhos.”

Micheli recorda que os riscos e a insegurança estão cada vez mais comuns e frequentes. Ela complementa com um relato do início da carreira, que já parecia um prenúncio dos tipos de situações com as quais ela e todo oficial de justiça se vê obrigado a lidar no dia a dia da profissão e suas atribuições.

Logo que entrei, cumprindo um mandado de prisão por inadimplência no pagamento de pensão alimentícia, na Serra, fui com a Polícia (e a área nem era minha). Eu era recém-concursada, ainda em estágio probatório, e já comecei a ver e vivenciar essa insegurança que os oficiais de justiça lidam diariamente. Foi tão traumatizante que me lembro até hoje. Enquanto aguardava a polícia, fiquei olhando a movimentação na casa. Quando abordei a mulher que abriu a porta e me atendeu ela disse que estava sozinha em casa. Informei que ia entrar já com a polícia e ele correu, pegou uma arma e teve troca de tiros. Só consegui me jogar no chão para me defender. Não conseguiram prendê-lo na época, pois ele fugiu correndo mesmo com a polícia Batalhão de Missões Especiais (BME) acionada. Lá descobri que se tratava do chefe do tráfico de Serra Sede na época. Fizemos B.O, coloquei no processo e comuniquei ao magistrado. Mas, também não deu em nada. Então, é isso que temos visto. É revoltante, é triste, é pesado, ariscado e tem insegurança o tempo todo. O que está claro é que nunca dá em nada, infelizmente”, relembrou e enfatizou a oficiala Micheli”.

“Quantos mais vão ter que passar por situações como essas?”

A oficiala conta ainda que tenta lidar de forma leve e pacífica com todos esses fatos, riscos e a insegurança e alimenta uma rede social (@oficialadesalto) que criou com o objetivo de compartilhar as situações em que se vê envolvida ou atingida, direta ou indiretamente na rotina de oficiala de justiça.

“Está crescente essa onda de violência. E repito, infelizmente, a gente vem passando por isso sozinhos. Tivemos recentes os casos da colega lá de Minas Gerais (que tomou uma visibilidade maior agora) e da colega Luana de Guarapari na semana retrasada. Agora comigo. Quantos mais vão ter que passar por situações como essas? Muitas vezes, a gente entra em locais que nem a polícia consegue chegar e entrar. E a gente entra só! Sem nem uma arma ou um colete de proteção. Sem nada! A gente entra só com a cara, a coragem, um mandado e uma caneta na mão. Então, a gente precisa realmente de mais visibilidade mesmo. Eu coloquei na minha rede social por conta disso. Hoje, as redes sociais acabam sendo um aliado que nós temos. Por ali a gente consegue se conectar com outras comarcas, com outros estados, saber a realidade deles também, trocar ideias e experiências, pegar ideias deles que já estão em prática e trazer aqui para a gente e a nossa realidade local essas possibilidades e ideias, essa troca de informação. Por isso que a gente precisa cada vez mais dessa comunicação e dessas ferramentas que hoje a internet nos oferece. Para que a gente possa ter voz!”, apontou.

“A gente entra só com a cara, a coragem, um mandado e uma caneta na mão.”

Risco de Vida é real: insegurança e violência todos os dias

A oficiala também explica que a falta de segurança é alarmante e que existem muitos outros casos que ninguém nem fica sabendo, pois muitos oficiais não conseguem divulgar, relatar, denunciar ou sequer pedir socorro, pois têm medo de retaliações ou de colocar a própria vida ou familiares em risco. Ela aponta que muitas mudanças precisam acontecer, mas que nem todas contribuem de fato no dia a dia de um oficial de justiça que é o profissional que leva a justiça aos cidadãos, que é o elo entre o Poder Judiciário e a sociedade.

“Esses são só alguns dos relatos que a gente sabe, pois os colegas contam para a gente e trocamos ideias e a gente faz a movimentação. Fora os que a gente nem sabe. Essas trocas de área que agora o Tribunal está pondo para a gente com a Central Unificada, por exemplo, foi bom por um lado, pois trouxe um pouco mais de equidade no número de oficiais nas comarcas. Mas, por outro lado, esse ‘troca-troca’ de área acaba sendo prejudicial, principalmente para quem está ali fazendo plantão, para quem está na área há mais tempo e tem seus informantes, que conhece as regiões e as ruas mais perigosas, as localizações do tráfico mais pesado, que já sabe as ruas com maiores riscos ou não. Então, são mudanças que estão vindo de cima para baixo e o Tribunal de Justiça, infelizmente, parece não estar muito disposto a conhecer a nossa realidade. Afinal, é isso. Conhecer a realidade dos oficiais de justiça implica em reconhecer os nossos direitos”, lamentou Micheli.

“O oficial de justiça é solitário. É um agente que trabalha literalmente só no dia a dia”

A oficiala Micheli ressalta que melhorar as condições de trabalho dos oficiais e de todo o corpo funcional precisa ser imediato. Registrar e divulgar as histórias e casos perigosos que são vivenciados todos os dias por oficiais de todo o País durante o cumprimento de ordens judiciais ajuda a dar visibilidade. Mas é preciso, antes de tudo, trazer à tona uma visão ampla e ao mesmo tempo pontual e estratégica sobre a relevância da profissão e a falta de segurança com a qual todo oficial precisa lidar a cada manhã quando sai de casa para trabalhar.

“O oficial de justiça é solitário. É um agente que trabalha literalmente só no dia a dia. Quase que nem os juízes a gente conhece direito. Conhecemos um colega ou outro, pois ficamos mais na rua nas diligências do que nos fóruns. E, se deixar, a gente não tem voz nunca. Não tem voz mesmo. Já somos minoria no Tribunal. Em alguns estados já estão até querendo acabar com a nossa profissão e transferindo nossas atribuições para outros. Em alguns casos já estão até conseguindo isso. Então, precisamos usar todas as ferramentas que tivermos ao nosso alcance a favor dos oficiais de justiça para que a nossa categoria seja ouvida e algumas atitudes sejam tomadas. A gente corre risco real e diário! E isso precisa ser dito e percebido. Aos poucos vamos alcançar nossos direitos garantidos e um pouco mais de condições melhores de trabalho, que é o mínimo que a gente merece!”, declarou a oficiala.

“A gente corre risco real e diário! E isso precisa ser dito e percebido.”

A Diretoria do SINDIOFICIAIS-ES ratifica que essa é uma situação aviltante e que já está tomando as devidas providências necessárias e cabíveis para o caso. O Sindicato repudia veementemente todo e qualquer ato de ameaça, agressão ou violência praticado contra oficiais de justiça.

O SINDIOFICIAIS-ES agradece a coragem das oficialas Micheli Balthar, da comarca de Cariacica, e Luana Santos, de Guarapari, por denunciarem essas ocorrências recentes e reitera que não se pode normalizar a violência. O SINDIOFICIAIS-ES não descansará e continuará na luta para alcançar melhores condições de trabalho, dignidade, reconhecimento e valorização para a categoria.

InfoJus Brasil: com informações do Sindioficiais

terça-feira, 1 de abril de 2025

CSJT aprova reajuste da indenização de transporte dos Oficiais de Justiça


O Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) aprovou, nesta segunda-feira (31), o reajuste da Indenização de Transporte paga aos Oficiais de Justiça da Justiça do Trabalho. A decisão ocorreu de forma unânime e representa uma pequena correção do valor da indenização de transporte.

O julgamento contou com a presença de diretores do Sindicato Nacional dos Oficiais de Justiça Federais (SINDOJAF), incluindo o presidente Gerardo Lima, a vice-presidente Lucianna Campos, o diretor jurídico Edinaldo Gomes (Dino) e o advogado Dr. Russielton Cipriano, além da equipe representando o escritório Amin Ferraz, Coelho e Thompson Flores Advogados. Também estiveram presentes a Associação Nacional dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais (Fenassojaf) e a Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União (Fenajufe), que acompanharam a sessão.

O novo valor da indenização foi fixado em R$ 2.289,21, com vigência a partir de 1º de março de 2025.

Na apresentação do voto, a conselheira relatora Márcia Andrea Farias da Silva destacou os três requerimentos apresentados pelas entidades representativas dos oficiais de Justiça Federais (SINDOJAF, Fenassojaf e Fenajufe), além do parecer da Assessoria de Gestão Orçamentária. O documento confirmou a existência de disponibilidade orçamentária no atual Projeto de Lei Orçamentário (PLOA) da Justiça do Trabalho, já em fase de aprovação, para conceder o reajuste na Indenização de Transporte dos Oficiais de Justiça para o valor mensal individual de R$ 2.289,21 no presente exercício financeiro.

Com essa decisão, fica garantida a isonomia com os Oficiais de Justiça da Justiça Federal, cujo reajuste foi concedido pelo Conselho da Justiça Federal (CJF) e passou a vigorar em janeiro de 2025.

InfoJus Brasil: O portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

SINDOJAF se reúne com a Presidente do TRT/23 para tratar pautas importantes da categoria


Na última quinta-feira (27), o SINDOJAF (Sindicato Nacional dos Oficiais de Justiça Federais) esteve reunido com a Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, Desembargadora Adenir Alves da Silva Carruesco, para tratar de pautas prioritárias para os Oficiais de Justiça e servidores do TRT/23.

Durante a reunião, destacamos a importância da isonomia no pagamento do auxílio-saúde, com o pleito de que o benefício aos servidores seja proporcional ao subsídio de juiz substituto, com acréscimos para servidores com mais de 50 anos, com doenças graves ou com deficiência.

Também abordamos a necessidade de deferimento dos pedidos de permuta, que são fundamentais para a organização pessoal e profissional dos servidores; a urgência na nomeação de novos Oficiais de Justiça; e a regulamentação da Resolução 600 do CNJ, defendendo a participação efetiva dos Oficiais nesse processo, com capacitação gradual e respeito à natureza externa da função.

A Desembargadora Presidente foi muito receptiva e junto com o Diretor-geral e o Secretário Judiciário explicou com detalhes a situação de todas as demandas apresentadas e o que está sendo feito para o atendimento. Com relação ao auxílio-saúde, a matéria aguarda julgamento no CSJT, mas além disso o Tribunal fará regionalmente o que for possível para atender as diretrizes do CNJ para garantir o valor mais elevado de auxílio-saúde.

Ainda acrescenteu que buscará realizar as nomeações dentro dos limites orçamentários possível. Da mesma forma, analisará com cautela os processos de permuta, de forma a atender as demandas dos servidores sem comprometer o interesse público.

Quanto à regulamentação das atribuições previstas na Resolução 600 do CNJ, a Presidente informou que realizará de forma gradual e criteriosa a implantação das medidas, promovendo em breve a capacitação adequada dos Oficiais. Também informou que irá levar em consideração as demandas apresentadas pelo SINDOJAF de ouvir os Oficiais em sua expertise para preservar o caráter de trabalho externo da atividade.

A reunião contou ainda com a importante participação da AOJUS/DF-TO e da ASSOJAF/PR, que contribuíram de forma relevante nas discussões.

InfoJus Brasil: com informações do Sindojaf

Congresso RIOJA 2025: Oficiais de Justiça debatem modernização na era digital


O Congresso dos Oficiais de Justiça do Rio de Janeiro (RIOJA 2025), promovido pelo Sindicato e Associação dos Oficiais de Justiça do Rio de Janeiro (SINDOJUS-RJ/AOJA-RJ), acontecerá nos dias 3 e 4 de abril de 2025, no Auditório Antônio Carlos Amorim, localizado no Fórum Central da Comarca da Capital.

Com o tema "Oficial de Justiça na Era Digital: Modernização, Humanização e Efetividade", o evento abordará os desafios e oportunidades que a tecnologia traz para a atuação institucional dos Oficiais de Justiça Avaliadores. A programação inclui palestras com especialistas renomados, debates e momentos de interação entre os participantes.

O congresso também será uma oportunidade para a troca de experiências, fortalecimento da categoria e discussão sobre temas relevantes, como o reconhecimento do risco na atividade dos Oficiais de Justiça, cujo projeto está em tramitação em Brasília. Além disso, o evento ocorre em um período especial para a categoria, coincidindo com o Dia Nacional dos Oficiais de Justiça (25 de março) e o 69º aniversário da AOJA-RJ (28 de março).

Além das atividades acadêmicas e institucionais, o congresso contará com atrações culturais e momentos de lazer. A festa de encerramento ocorrerá no Clube de Aeronáutica do Rio de Janeiro, localizado na Praça Mal. Âncora, 15, no Centro da cidade.

Os interessados podem garantir sua vaga e obter mais informações no site oficial do evento: rioja.sindojusaojarj.org.br.

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domingo, 30 de março de 2025

Oficiais de justiça como elo entre Poder Judiciário e sociedade é tema de palestra no Conojus


A importância dos oficiais de justiça como agentes de intermediação entre o Judiciário e a sociedade foi o tema de debate no V Congresso Nacional de Oficiais de Justiça (Conojus), nessa quinta-feira (27 de março), realizado no Centro de Eventos do Pantanal de 26 a 28 de março.

O papel dos oficiais de justiça no cumprimento das ordens judiciais foi destacado pelos palestrantes da mesa, o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) Jorge Luiz Tadeu e o juiz auxiliar da Presidência do TJMT, Emerson Cajango. O oficial de justiça Wilson Wagner foi o mediador.

O desembargador Jorge Tadeu recordou que o trabalho dos oficiais é a extensão da justiça. “Chamamos de longa manus (latim), porque o juiz não sai do gabinete para fazer cumprir as ordens, precisa de alguém para fazê-lo”.

Atos que exigem a presença de um agente e a entrega da contrafé são feitos pelo oficial de justiça. "São eles que muitas vezes nos trazem o retorno da situação, vão in loco e são os olhos do Judiciário. A atuação do oficial de justiça permite um retorno ao juiz, para que o magistrado tenha um posicionamento mais adequado".

Além de entregar intimações, os oficiais de justiça são os responsáveis pela execução de mandados de busca e apreensão, avaliação de bens e outros. Conforme o conselheiro ouvidor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Marcello Terto, algumas dessas atribuições foram modernizadas e contam com o auxílio da Inteligência Artificial (IA).


“Hoje, a comunicação judiciária se faz em massa, principalmente nas demandas repetitivas (execuções fiscais, ações consumeristas, previdenciárias). Atividades como essas já foram automatizadas por ferramentas como Domicílio Eletrônico e o Diário de Justiça Eletrônico Nacional - DJen. A questão é que o oficial de justiça não muda o seu papel e nem perde essa função [de elo entre o Poder Judiciário e a sociedade], mas agora, com a Inteligência Artificial, ele concentra forças em tarefas importantes como a efetividade da satisfação da atividade jurisdicional, que é o cumprimento da sentença”, explica o conselheiro.

InfoJus Brasil: com informações do TJMT

Painel sobre a Resolução nº 600 do CNJ destaca papel estratégico dos oficiais de justiça na era da inteligência processual

V CONOJUS

Debate no V Conojus destaca desafios e oportunidades trazidos pela Resolução 600 do CNJ, que reconhece os oficiais de justiça como agentes estratégicos na era da inteligência processual.


O segundo dia do V Congresso Nacional dos Oficiais de Justiça (V Conojus), nesta quinta-feira (27), começou com um debate de grande relevância para a categoria: a Resolução nº 600 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que reconhece o papel dos oficiais e oficialas de justiça como agentes de inteligência processual. O painel teve como palestrantes o conselheiro do CNJ Marcello Terto e o presidente do Sindojus-GO, Eleandro Alves, com mediação do oficial de justiça do TJMT, Steven Couto Simom Coronado.

Na abertura do painel, Eleandro Alves fez um convite à reflexão e ao engajamento da categoria na construção do futuro da profissão. “Obviamente que a Resolução 600 ainda precisa ser fortalecida, mas ela é uma porta que se abre. Estamos entrando na era dos dados, do acesso aos sistemas, da proteção de informações. Precisamos estar preparados para atuar nesse novo cenário”, afirmou. Ele destacou ainda a importância do portal PDPJ, que integrará dados de todos os tribunais do país, e defendeu que os oficiais e oficialas precisam ser capacitados para utilizar essas ferramentas.

Eleandro também fez um chamado à união: “Estamos fazendo parte da construção de algo que nos representa. Nosso cargo não será extinto. Somos e continuaremos sendo agentes de inteligência do Poder Judiciário”.

Na sequência, Marcello Terto, conselheiro do CNJ, apresentou os pilares que sustentam o novo papel atribuído aos oficiais e oficialas de justiça. Segundo ele, a atividade vai além da entrega de mandados: envolve constatação, avaliação, comunicação, alocação, remoção e constrição, sempre amparada pela fé pública e pela presunção de veracidade dos atos praticados.

Terto ressaltou que o trabalho dos oficiais passará a envolver análise e disseminação de informações estratégicas, inclusive com impacto na segurança nacional e pública. “É fundamental que os tribunais disponibilizem ferramentas que permitam essa análise de dados. Os oficiais de justiça devem ser capacitados para atuar com interpretação de informações complexas e tomada de decisões sob pressão”, explicou.

O conselheiro também destacou que a Resolução nº 600 não apenas autoriza, mas determina o acesso dos oficiais aos sistemas do Judiciário, ainda que o modo de acesso (cadastramento ou delegação) ainda precise ser regulamentado.

Como mensagem final, Terto reforçou que a resolução busca otimizar as operações judiciais, promover a integração entre os setores e aumentar a eficácia do sistema. “Esperamos que esta norma responda às demandas não só do Judiciário, mas da própria sociedade. Que este congresso seja um espaço de preparação para o futuro – porque de vocês também depende uma vida mais segura e mais digna para quem acredita que viver em sociedade sob o comando de um Estado vale a pena”.

InfoJus Brasil: com informações do Sindojus-MT

Oficiais de justiça devem reforçar cuidados no uso de dados pessoais, alerta painel sobre LGPD no V CONOJUS

V CONOJUS

Debate promovido no segundo dia do congresso reforça que os oficiais de justiça são agentes de tratamento de dados e devem atuar com responsabilidade, segurança e respeito aos direitos fundamentais.


A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) foi o tema central do segundo painel do V Congresso Nacional dos Oficiais de Justiça (V Conojus), realizado na manhã desta quarta-feira (27). A palestra foi conduzida pela diretora da Escola da Magistratura da Região Norte (EMNOR), Velenice Dias de Almeida, e pelo oficial de justiça do TJMT, Marco Antônio Detoffol, que atuou na mediação.

Com uma abordagem clara e objetiva, a palestrante explicou que, embora o tema da proteção de dados não seja recente, a LGPD trouxe inovações ao reconhecer os titulares dos dados como sujeitos de direitos, que devem ser respeitados por todos que realizam o tratamento dessas informações. A partir da Emenda Constitucional nº 115/2022, esse direito foi elevado ao patamar de direito fundamental, o que impõe ainda mais responsabilidade àqueles que, como os oficiais de justiça, lidam diariamente com dados pessoais e sensíveis.

A palestra abordou os princípios norteadores da LGPD: finalidade, adequação, necessidade, livre acesso, qualidade dos dados, transparência, segurança, não discriminação e responsabilização. “O dado deve ser utilizado apenas para o fim específico ao qual se destina. Se houver desvio dessa finalidade, há risco de responsabilização”, alertou Velenice.

Outro ponto destacado foi o cuidado com a segurança da informação. A palestrante orientou que os oficiais utilizem celulares de trabalho, evitem compartilhar senhas e busquem boas práticas de segurança para evitar vazamentos. Ela reforçou ainda que o Tribunal de Justiça deve oferecer treinamentos específicos sobre o tema à categoria.

Entre as bases legais que autorizam o tratamento de dados pela LGPD, está o cumprimento de obrigação legal ou regulatória, que se aplica diretamente à atuação dos oficiais de justiça. “O mandado contém informações pessoais, e o oficial é um agente de tratamento. Por isso, deve ter consciência de que há responsabilidade moral, patrimonial, individual ou coletiva em caso de uso indevido”, explicou.

Em sua fala, Velenice destacou o papel fundamental dos oficiais de justiça na efetivação de direitos. “Somos a voz do juiz em movimento. Mas somos mais do que isso: somos garantidores dos diversos direitos fundamentais, algo que a voz, por si só, não conseguiria fazer. O oficial de justiça é a concretização do direito”, afirmou.

Durante o painel, diversos congressistas aproveitaram para tirar dúvidas sobre a proteção dos dados que constam nos mandados e como adequar suas práticas à LGPD sem comprometer a eficiência do trabalho.

InfoJus Brasil: com informações do Sindojus-MT

Inteligência artificial no Judiciário: CNJ alerta para benefícios e riscos do uso da tecnologia

V CONOJUS

Conselheiro Ulisses Rabaneda apresenta a Resolução nº 615 do CNJ e ressalta que a inteligência artificial deve ser transparente, auxiliar o trabalho humano e envolver participação coletiva em sua construção.


A inteligência artificial na área jurídica foi o tema do terceiro painel do segundo dia do V Congresso Nacional dos Oficiais de Justiça (V Conojus), realizado na manhã desta quarta-feira (27). O palestrante foi o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ulisses Rabaneda, com mediação do oficial de justiça do TJMT, Edson Alviano.

Ulisses fez uma ampla explanação sobre a Resolução nº 615 do CNJ, que ainda está em vacância legal e entrará em vigor em quatro meses. A norma estabelece diretrizes para o uso de sistemas de inteligência artificial no Judiciário, com foco em segurança, transparência e participação social.

Segundo o conselheiro, a inteligência artificial é, em essência, uma ciência computacional que permite que máquinas realizem tarefas que tradicionalmente dependiam da inteligência humana. “O desafio agora é dominar essa ferramenta para que ela nos traga benefícios concretos, otimize o trabalho e beneficie a sociedade”, afirmou.

Durante a apresentação, Ulisses explicou o funcionamento da IA generativa, capaz de criar novos conteúdos – que podem ser verdadeiros ou falsos – a partir de comandos inseridos. Ele alertou sobre os riscos das alucinações da IA, como a geração de citações, jurisprudências ou ementas inexistentes, caso os comandos sejam mal formulados.

Para enfrentar esses riscos, a Resolução nº 615 propõe a criação de comitês com participação plural – incluindo magistratura, OAB, Ministério Público e sociedade civil organizada – para o desenvolvimento e fiscalização de sistemas de IA. "Uma inteligência artificial que não é transparente é um risco. A confiança só é possível quando sabemos como ela foi construída", pontuou o conselheiro.

Entre os benefícios, Ulisses destacou que a IA pode processar grandes volumes de informações com rapidez, tornando o trabalho mais ágil. “Um processo com 50 mil páginas pode ser analisado de forma muito mais eficiente. E isso também pode beneficiar os oficiais de justiça, por exemplo, na elaboração de certidões e outras tarefas operacionais”, explicou.

Apesar do potencial, o conselheiro foi enfático ao afirmar que a IA não pode substituir o juiz: “A decisão judicial é um ato intelectual e humano. A IA deve apenas auxiliar, nunca concluir por si só um caso concreto”.

O conselheiro trouxe dados de uma pesquisa realizada pelo CNJ. Cerca de 50% dos magistrados e servidores já utilizam ferramentas de IA disponíveis na internet, embora poucos saibam como utilizá-las de forma segura. O uso de sistemas próprios criados pelos tribunais ainda é reduzido, o que reforça a importância de capacitação e regulamentação.

Ulisses também falou sobre o modelo de IA baseada em risco, que analisa o nível de interferência da tecnologia conforme o impacto das demandas. Casos mais sensíveis exigirão maior controle e monitoramento.

Para o conselheiro, a atuação dos oficiais de justiça nesse contexto é fundamental. “A inteligência artificial já está entre nós. E vocês, oficiais e oficialas de justiça, devem se apropriar dessa discussão. Contem sempre com o CNJ para que o Judiciário seja cada vez mais efetivo. Para isso, é essencial a participação de vocês”.

InfoJus Brasil: com informações do Sindojus-MT

quarta-feira, 26 de março de 2025

V Conojus debate papel do Oficial de Justiça na era da Inteligência Artificial




Teve início nesta quarta-feira (26) o V Congresso Nacional de Oficiais de Justiça - CONOJUS, que segue até sexta-feira (28), no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá/MT. O evento, promovido pela Federação das Entidades Sindicais de Oficiais de Justiça do Brasil (Fesojus-BR) e pelo Sindojus-MT, tem como tema “Oficial de Justiça 5.0 – Carreira Essencial à Justiça e os desafios da Inteligência Artificial” e reúne especialistas e autoridades para debater os impactos das novas tecnologias na profissão.

A programação conta com palestras de nomes de destaque no cenário jurídico nacional. Entre os convidados confirmados estão os conselheiros do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Ulisses Rabaneda do Santos e Marcello Terto, que participarão das discussões iniciais no dia 27. Também marcam presença os desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Clarice Claudino da Silva e Jorge Luiz Tadeu, além do juiz auxiliar da Presidência do TJMT, Emerson Cajango.

Os debates abordarão temas como inteligência artificial aplicada ao Direito, a importância do Oficial de Justiça na execução de medidas judiciais, combate à violência contra a mulher, assédio moral e saúde mental no serviço público, além do papel do oficialato na mediação e conciliação de conflitos. Também será discutida a atuação da Frente Parlamentar dos Oficiais de Justiça do Brasil e outros desafios enfrentados pela categoria.
Lançamento de livro

Durante o evento, será lançado o livro “Oficialato de Justiça – Reflexões sobre inovação profissional e o uso de ferramentas tecnológicas no Poder Judiciário”, uma iniciativa do Sindojus-MT em parceria com a Fesojus-BR. A obra reúne análises sobre a evolução da carreira e os impactos das novas tecnologias na rotina dos Oficiais de Justiça.

InfoJus Brasil – O portal dos Oficiais de Justiça do Brasil

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